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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lembrança em dia de chuva

Em dias chuvosos como hoje, gosto de ler, de abrir o baú das lembranças, dar asas a imaginação, gosto de relembrar , de voltar no tempo e rever imagens, histórias e pessoas. Hoje lendo o que escreveu uma querida amiga, Céres da Rosa Goularte em seu livro "Pálidos traços da História de Cangussu", sobre a sociedade canguçuense nas primeiras décadas do século XX:
"Os cangussuenses sempre souberam viver em sociedade, à moda vigente trajar-se e cultivavam a cultura."
"No tempo em que a moda era ditada para o mundo por Paris, os figurinos e a competência das profissionais garantiam o bem vestir da sociedade. Quando da visita de pessoas ilustres, como aquelas que se destacavam na política, ou mesmo simples visitantes de posição, ninguém fazia feio nas festas ou solenidades..."
Continuando: "Os alfaiates confeccionavam as roupas masculinas. As camisas eram brancas, de punhos e colarinhos muito bem engomados, trabalho cuidado pelas lavadeiras e passadeiras, com o devido esmero..."
E ainda: "As roupas femininas eram feitas em sua totalidade, pelas costureiras. Eram exímias em sua profissão e trabalhavam muito...
... "As costureiras observavam com aptidão e bom gosto os modelos, medidas exatas, acabamento esmerado. Incluiam as roupas de passeio e as destinadas as festas, mais simples ou mais sofisticadas. Desde os primórdios foi assim."
... "Os homens e as mulheres brilhavam nas festas. As aguateiras garantiam o banho das famílias e as costureiras encarregavam-se do aspecto exterior. Era uma vida difícil, não resta a menor dúvida mas o povo vivia bem e amava o seu chão natal. Se o começo da vida em Cangussu foi difícil, foi também, nobre, valoroso, forte e bonito."

Retirado do livro - Pálidos traços da História de Cangussu ( págs 17 -20 ) de autoria de Céres da Rosa Goularte



Depois de ler estas páginas, fechei os olhos e com saudades lembrei de Dona Quinotinha Mattos ( se não me engano seu nome era Joaquina), mãe do professor Joé Mattos. Era costureira e uma figura realmente inesquecível, pois seus traços, sua personalidade e sua estatura eram marcantes... Era pequena, muito miúda, parecia pouco maior que eu no tempo que estou lembrando ( na época eu deveria ter 7 anos ) sempre bem arrumada, saias justas e sapatos de salto. Lembro de vê-la com uma saia xadrezinho de preto, cinza e branco e camisa branca de jabot, mas o que mais me chamava a atenção eram seus sapatos, muito pequenos, pareciam de criança, acho que ela calçava o número 33.
Sua casa ainda existe, e se localiza quase em frente a minha casa; Era uma casa escura com granitina ( não sei dizer o que era, mas era assim que chamavam aquelas casas com reboco escuro e com um certo brilho). A fachada tinha duas janelas e uma porta central, na peça da esquerda era o seu ateliê de costura, lembro de uma mesa quadrada, daquelas pesadas e com duas hastes de cada lado e quando abertas sustentavam duas outras partes ( chamavam de folhas) ficando a mesa, assim, com o dobro do tamanho, os banquinhos pintados de branco, duas máquinas de costura daquelas pretas, antigas, de pedal, onde ela confeccionava os modelos escolhidos pelas freguesas; os figurinos ficavam empilhados em cima de uma mesinha no seu quarto que era separado da sala de costura por um guarda-roupas com flores entalhadas na porta. Lembro ainda de um cesto próximo da mesa onde ela guardava os retalhos que sobravam. Eu gostava de sentar embaixo da mesa, fazendo roupinhas para as minhas bonecas com os paninhos que ela me dava.
Dona Quinotinha costurava muito e minha avó Jacy às vezes ajudava fazendo bainhas e alinhavos; lembro de trabalharem com ela a Maria Marques e a Marfa , que depois casou com o Sr. Hélio Mattos ( ele era irmão da Dona Maria, Mozinha e Geraldo Mattos que, se eu não me engano, eram filhos do primeiro casamento do marido da dona Quinotinha. Eu não conheci o pai do professor Joé).
Na janela da direita era o quarto das penssionistas, meninas que vinham do interior para estudar na cidade, entre elas lembro da Céres e da Inês.
Dona Quinotinha andava sempre com um molho de chaves em uma argolinha, pendurada no cinto; era uma figura diferente seu rosto tinha fortes marcas de expressão, seu cabelo curto era escuro e seu rosto era emoldurado por óculos de armação preta.
Lembro da casa, da costureira, da tesoura de cortar costuras ( daquelas grandes pretas e pesadas), lembro também de algumas freguesas, entre elas eu admirava a Dona Yonne Bento, sempre elegante, bem vestida, com aqueles sapatos de saltos muito altos ( como até hoje).
Minha mãe sempre dizia: “- Dona Quinotinha é ótima costureira, porém, nunca faz o modelo que a gente escolhe, sempre diz – “Mudei porque este te senta melhor”.


Saudades Dona Quinotinha! Desejo que esteja bem onde estiver.



Moças da sociedade canguçuense, com certeza usando modelos confeccionados pelas mãos habilidosas de nossas costureiras do passado.



Foto: Arquivo fotográfico do Museu Municipal Capitão Hnrique José Barbosa



Só mais uma lembrança: Minha amiga, Marlene Coelho, dizia: "_ Depois que as mulheres passaram a usar tênis e calças Jeans, perderam a elegância". Acho que ela tinha razão!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novamente o Natal !


Esta é uma época do ano muito especial, época de dar e receber amor e compreensão; época também de reviver bons momentos, relembrar pessoas queridas, relembrar antigos Natais, sentir saudades do Papai Noel, sentir-se fascinado com as luzes e os enfeites, as bolinhas de Natal coloridas que refletem o nosso rosto, fazendo com que nos sintamos parte daquela árvore tão mágica.
Fecho os olhos e num minuto me vejo criança... como o Natal era diferente! Não sei se realmente era diferente ou se era a minha condição de criança que fazia com que eu sentisse a magia do Natal diferente... Rogo a Deus que as crianças de hoje tenham a mesma emoção e possam guardar recordações tão caras como as que eu guardo com carinho no coração.
Relembrando meus antigos Natais, me vejo menina... roupa nova, pois o dia já tinha todo um ritual: banho as 6 horas da tarde, roupa nova, cabelos bem penteados e íamos, eu e minha irmã, sentar na porta da casa de nossos avós ( Tacico e Jacy) para esperar o Papai Noel, que vinha normalmente na Kombi amarela da Xiru ( fábrica de fumos dos seu Macóta) ou na Kombi vermelha com branco do Bazar Estrela (do Pompeu Barbosa), pois nossos presentes normalmente eram comprados no Bazar Estrela para serem entregues pelo Papai Noel.
Nossa!! nosso coração disparava quando a Kombi fazia a curva e descia para o "Uruguai", como chamavam a cidade depois da curva do Sindicato Rural. Muitas vezes o Papai Noel passava abanando e ia entregar presentes a outras crianças, nós ficávamos ansiosas esperando pela nossa vez.

Lembro de todos os presentes que ganhei das mãos do Papai Noel, entre lágrimas de alegria e de muito medo, pois nós tinhamos um medo enorme daquela figura mágica vestida de vermelho, que normalmente era o Dinael, filho do Sr. Edil e que eu via diariamente, pois além de vizinho, era muito amigo de meu amado tio Beto e ia constantemente na casa de minha avó Jacy... Não importa, naquele dia ele era o Papai Noel, a figura que eu ansiava por ver o ano inteiro, mas que fazia meu coração quase sair pela boca quando o via. Recebi do Papai Noel um bonecão plástico que coloquei o nome de Leonardo, em outra vez, ganhei um bastidor verde com linhas e toalhinhas riscadas com desenhos da turma da Mônica para bordar ( este foi o que mais gostei), uma Corrida Mágica de 2 voltas, uma bola de praia...A magia daquele momento é gravada na minha mente e no meu coração e me faz sentir uma saudade estranha, uma nostalgia, uma sensação de perda indescritível, pois aquela emoção eu não vejo nos olhos das crianças de hoje, talvez seja porque já nascem adultos, tem a inocência, porém não aquela inocência ignorante de tudo que nós tínhamos, pois por mais que queiram ver o Papai Noel, eles sabem que é um personagem de Natal, enquanto que nós acreditávamos que aquela figura era um ser quase divino, que passava o ano inteiro escondido em algum lugar, fabricando presentes para as crianças e nós nos contentávamos com qualquer presente que ele nos dava... nunca... nunca mesmo passava pela nossa cabeça que a mãe e o pai estavam por trás de toda aquela magia.
Eu achava muito estranho que as minhas amigas, Gianni e Mariângela Bettin recebiam seus presentes no outro dia, pois o Papai Noel "deixava" embaixo da árvore... Minha mãe chegou a me perguntar se eu não queria que meu presente estivesse na árvore quando acordasse, mas eu nunca quis, pois nada se comparava a emoção de ganhar um abraço do "Bom Velhinho".
Acho que o que levou este sentimento a desaparecer entre as crianças, é a profusão de Papais Noéis mal vestidos, com máscaras feias que se veem nas portas das lojas, o que fez com que as crianças acostumassem com a figura e não se emocionem mais ao enxerga-lo.



Meus filhos vivendo sua emoção de Natal, ao lado do "Bom Velhinho". Permita Deus que eles também tenham boas lembranças desta época que deveria ser somente de felicidade para todos os homens!


"Que o espírito do Natal se renove e penetre em todos os lares, em todos os corações, fazendo com que cada momento seja mágico ... despertando sentimentos adormecidos, renovando a criança feliz e inocente que vive dentro de cada um de nós e que Deus, na sua infinita bondade, conhecedor que é de todos os nossos problemas e aflições possa vir até nós e elevar nossos espíritos para que possamos viver esta data tão especial, com o coração tranquilo, repartindo com os nossos familiares, amigos, colegas e vizinhos toda esta magia que é o Natal"!

"Que o nosso município receba, neste final de ano, um grande abraço de luz e que esta luz se espalhe por todos os lares, proporcionando a todos um Natal iluminado com a paz do Criador."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

07 de Setembro

Semana Da Pátria, época de resgatar todo o sentimento de patriotismo, que muitas vezes encontra-se adormecido no decorrer do ano.
Esta época nos faz pensar no quanto o a educação cívica, e o resgate do conhecimento histórico de datas tão importantes, que durante a Ditadura Militar era cobrada nas escolas através da disciplina de Moral e Civica está nos fazendo falta para que se formem cidadãos conscientes de seus direitos e principalmente de seus deveres, deveres estes que devem ser cumpridos e não estimularmos as crianças a ( como diz o gaúcho) aprender a “enredar o rastro”, dando uma de espertos e deixando de cumprir o que é de sua obrigação.
Seguidamente ouvimos pessoas depreciando nossa história, ridicularizando nossos “heróis”, querendo fazer crer que momentos históricos como o que vivemos no 07 de setembro não tem valor,não são significativos, argumentando que somente trocamos de dono e que fomos e seremos um pais servil, que vive a sombra dos grandes. Discordo de todas estas idéias, nossa história foi a que vivemos, talvez não a que gostaríamos de ter vivido, mas dela temos que tirar importantes lições; outros países que talvez muitos considerem com uma história mais significativa, talvez tenham mais motivos para vergonha do que nós brasileiros.
O fato é que nosso Hino, nossa Bandeira, nossa Pátria, são parte de cada um de nós e deles devemos nos orgulhar.

É apartir da Educação que se desenvolvem todos os outros segmentos importantes ao desenvolvimento da nossa Nação. Só com profissionais altamente educados e bem formados, cidadãos, na essência da palavra, é que poderemos construir o país que todos sonhamos.

Parabéns as Escolas Municipais, Estaduais e Particulares que desfilaram no dia 07 de setembro, proporcionando a todos um belo espetáculo.

Hora de relembrar...

No tempo em que eu estava no Ensino Fundamental, os defiles em homenagem a Pátria eram bem difentes. Desfilavamos marchando, uniformizados, com distintivo da escola e usando uma fita verde amarela no braço.
Tempo maravilhoso aquele, disputas entre as duas bandas locias, não raramente terminavam com alguns tapas. A banda do Aparecida, apelidada pelos adversários como a banda dos "corvos" ( em alusão ao hábito escuro usado pelas irmãs) e a banda do João de Deus Nunes, a quem chamavamos de "Tomate podre" ( referindo-nos ao uniforme vermelho e azul marinho).
Naquela época a banda do Aparecida abria o dia Cívico às 8 horas no Altar da Pátria, com o hasteamento das Bandeiras e o Joaõ de Deus encerrava o dia Cívico com o arriamento das Bandeiras às 17 horas; no outro dia acontecia o inversso, assim era por toda a semana, culminando com o grande desfile de 07 de Setembro.



Lindo! Tudo isto era muito bom... Saudades!!!









Meu primeiro Desfile Cívico - "Jardim da Infância Cantinho do Saber "do Grupo Escolar Irmãos Andradas - 1970 - Foto de Família








Colégio Nossa Senhora Aparecida - Semana da Pátria 1940


Foto: Arquivo do Museu Municipal Cap. Henrique José Barbosa






Banda no Ginásio Estadual João de Deus Nunes - Semana da Pátria 1972


Foto: Arquivo Museu Municipal Cap. Henrique José Barbosa

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

50 anos da Campanha da Legalidade

Muito se tem falado sobre a Campanha da Legalidade. A RBS exibiu aos sábados uma série de programas comemorando os 50 anos desta Campanha que movimentou o cenário político do país na década de 60. É claro que um movimento de importância ímpar só poderia ter nasci do no Rio Grande do Sul.
A Legalidade foi um do maiores movimentos populares do Brasil. A reação de Leonel Brizola ao golpe dos militares para impedir a posse de João Goulart na Presidência da República, após a renúncia de Jânio Quadros , no dia 25 de agosto de 1961, mudou a História política brasileira. A firmeza de Brizola no episódio fez dele um líder nacional e retardou a conspiração da direita que somente se concretizou no golpe militar de 64.
O dia 26 de agosto, data da Legalidade, faz parte do calendário de lutas do povo brasileiro pelo respeito a seus direitos políticos.
De volta ao passado...
O personagem mais importante deste episódio histórico, sem dúvida foi Leonel Brizola e foi
também um dos personagens mais famosos de minha infância, pois criada entre Brizolistas de coração:
meus pais, avós, meu tio e também alguns vizinhos, passei boa parte da minha infância e juventude
com anseios de ver o líder, Leonel Brizola, de volta ao país e com a certeza de que quando isso acontecesse
teríamos eleições diretas para Presidente da República e então ele (Brizola), ocuparia o lugar no cenário
político brasileiro que nós, Brizolistas, tanto esperávamos.
Cresci com esta ilusão, meu avô e meu pai contavam-me fatos interessantíssimos da história
política do país e, para mim, Brizola era o homem que se enquadrava nas palavras: honra, justiça,
destemor. Sinto que nada tenha saído como tantos esperavam e que ele, Brizola, nunca tenha chegado a Presidência, deixando-nos sempre a dúvida " Como seria?"

Fotografia de Antônio Farias Reyes, meu pai, cumprimentando Leonel Brizola, em uma de suas vindas a Canguçu. 

Meu pai foi um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Canguçu, juntamente com Anatalino Vergara, Aureo Klain, João Francisco de Mattos, Francisco Assis Morales Nunes, e tantos outros que no momento não lembro, somente uma coisa nunca esqueci... o entusiasmo daqueles homens quando houve a abertura política, quando os novos partidos passaram a ser criados.
Aos 18 anos, fiz meu título de eleitora ( na época só poderia ser feito aos 18 anos) e imediatamente me filei ao Partido; tenho ótimas recordações das reuniões da "Ala Jovem", quando liderados por João Manoel Machado Nunes, o Batatão, íamos a comícios, realizávamos todos estes trabalhos que antecedem uma campanha eleitoral. Nosso grupo contava com a presença do Newton Vergara, o Nevinho, querido amigo que tão cedo partiu e a quem o grande amigo de meu pai, Anatalino, dizia ser o seu sucessor na política; rindo claramente da situação do pobre do "Antoninho", porque não tinha filho homem para lhe suceder, o que não raramente terminava com desafio de discursos empolgados entre eu e o Nevo para saber quem era o melhor. Bons tempos... lindas lembranças!
Tudo passa na vida! Os maus momentos e também os bons... e ai passamos a lembrar com saudades. Fui a única companheira política de meu pai, pois minha mãe e irmã não gostavam do envolvimento, sendo assim, juntos vivíamos intensamente cada campanha política.
Em poucos momentos na vida vi meu pai tão arrasado como quando soube da morte de Brizola...chorou como criança... muito por pesar e, talvez, mais ainda por já se sentir tão frágil pela doença da qual era vítima, que ia lhe tirando as forças dia a a dia. O que sei é que disse que não mais queria falar em política, que não votaria mais, que tudo era página virada.
E foi mesmo, Brizola foi o seu grande ídolo e ao morrer levou com ele grande parte da história de vida de meu pai; foram anos e anos dedicados a defender com unhas e dentes aquele a quem acreditava ser o verdadeiro "Salvador da Pátria". Dentre aqueles que me lembro, morreram Brizolistas, Meu pai, meu avô Otacílio Goulart, Áureo Klain, Anatalino Vergara, Mariozinho Silveira, Antoninho Rodrigues, e tantos outros canguçuenses.
Parabéns a todos os brasileiros que conseguiram, com sua luta vencer a ditadura que calou este país por vinte anos.
Embora muito tempo depois... Parabéns ao Brizola pela coragem e destemor de afrontar os poderosos montando a "Cadeia da Legalidade" e mostrar aos demais, que pode o restante do país ficar calado, mas se alguém levantar a voz, com certeza será um gaúcho.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Carnaval de Inverno



A poucos dias tivemos o Carnaval de Inverno no Clube Harmonia; conversando com a gurizada, a grande maioria deles achou o evento um sucesso. A resposta mais ouvida foi " -Tia tava ótimo".
Que bom que gostaram e se divertiram...


( Zé Carioca - Simbolo do Bloco Carnavalesco Deixa Falar)



Olhando as fotografias, fiquei com saudades dos Carnavais da minha época, quando o clube ficava colorido com tantas fantasias; pena que o mesmo não aconteça nos carnavais de verão.

As coisas mudam com o tempo e tenho certeza que muitos pais hoje, não ficam tão tranquilos com a saída de seus filhotes para irem a estes eventos tão "sensacionais".

Mas o que eu gosto mesmo é de relembrar e pensando nisso, lembro do primeiro baile de Carnaval de Inverno no Clube Harmonia, foi no ano de 1988, ano em que fui Rainha do Carnaval no Harmonia e naquela época eu também achei um sucesso... " Bons tempos aqueles!"

Nos anos seguintes fizemos grandes Carnavais de Inverno com o nosso Bloco Carnavalesco "Deixa Falar" que por 10 anos animou o salão do Harmonia junto com outros blocos : Os Maconeiros, Os Bugres, Sacarrolha, ET, 7 Belo, As Bruxas, Os Bussão, Os Guris, As Gurias, Los Tarados, Pru ano sai Mió, e tantos outros...

Tenho resistência em aceitar todo o sucesso dos carnavais de hoje, parece sempre que no meu tempo era melhor, mais tranquilo, mais saudável, mais divertido, porém, tenho a certeza que os jovens de hoje também um dia dirão: -"No meu tempo era muito melhor ! Aquilo sim era carnaval, nós é que sabíamos nos divertir !"



Fotos : Bloco Carnavalesco "Deixa Falar" nos Carnavais de Inverno de 1990 e 1993